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sábado, 10 de dezembro de 2011

Netos,presente de Deus!

A Arte de Ser Avó

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.


E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...


Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

(O brasileiro perplexo, 1964.)
Rachel de Queiroz

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amor sem fim

Tenho voce no meu coração, pois sei que lá te posso encontrar!
Essa dor no meu coração que falta um pedaço,pela dor da sua ausência, pela tristeza que me foi imposta,por uma condição que nunca vou aceitar.
Enxugo as lágrimas do meu rosto já cansado
e tomo coragem para dar o primeiro passo!Levo comigo a tua imagem que me guia,as tuas recordações que me dão alento para continuar.
Pois não quero ser um alguém que não foi digno
da forma incondicional como me amaste.
Por isso me levanto e batalhovivendo para honrar a memória de um grande amor que jamais se apagará.Doce irmão!

Carta para meus entes queridos.








Quando eu morrer, não faças disparates
nem fiques a pensar: Ela era assim...
Mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.

Aceita o que te deixo, o quase nada
destas palavras que te digo aqui:
Foi mais que longa a vida que eu vivi,
para ser em lembranças prolongada.

Porém, se um dia, só, na tarde em queda,
surgir uma lembrança desgarrada,
ave que nasce e em vôo se arremeda,

deixa-a pousar em teu silêncio, leve
como se apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais que distante, breve.     

domingo, 14 de agosto de 2011

Amor!

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. Pablo Neruda

Éissoaí............




Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!
Vinícius de Moraes

saudades...................

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste Carlos Drummond de Andrade

sábado, 13 de agosto de 2011

Florbela Espanca

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Once upon a time...

Once upon a time...

por Virginia Paiva, terça, 19 de julho de 2011 às 21:24
Era uma vez uma família linda e feliz. Até que um dia, inesperadamente, surgiu um inimigo - mau e determinado -e sem que ninguém esperasse levou consigo um membro daquela família.
Daquele dia em diante nada mais foi como antes, pois aquela pessoa fazia muita falta para os seus. O inimigo arrancara parte do coração de cada um de seus entes queridos.
A dor e saudade que com eles ficou não poderia ser medida, nem imaginada, a não ser por alguém que passara pela mesma situação. O sol não tinha mais brilho, a noite já não era mais estrelada, tudo havia ficado cinza sem a presença daquele ser-humano, sim HUMANO, tão especial e tão importante para aquela família.
Mas, como toda história tem um final feliz, essa não seguirá o caminho contrário, pois também merece o seu.
A família espera anciosamente o dia em que encontrará essa pessoa novamente e então poderão se render a beijos e abraços cheios de amor e mais do que saudosos.
Essa história não terminou, ela continua e terá o seu happy and!
I really love you dad (miss you so much)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

DIA 19/06/2011

Hoje faz seis meses que meu amorzinho se foi,sinto saudades dele,a Vivi postou uma foto dele qdo criança,fiquei ainda mais emocionada,que lindo,meu irmão Especial e muito amado por mim,Vamos nos encontrar em breve meu querido.

Dia 22/06/2011 ás 9:11hs.

Hoje o dia começou uma loucura aqui em casa,o Vinicius e o Diogo,já acordaram brigando,uma loucura!
Sairam para trabalhar,Filhos tenham um dia abençoado e ATÉ O FINAL DO
 DIA QUE TUDO CORRA BEM!


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tommaso filho de n° 1

Meu primeiro filho!!!

Minha gravidez foi muito tranquila,trabalhei até o 8ºmês de gestação,pq meu filhote resolveu adiar sua chegada,nasceu de parto normal no dia 22/11/1984 foi em uma quinta-feira ,na clínica Lapa Assistencia médica,estavam todos lá, nasceu lindo com olhinhos azuis e cabelinhos com fios de várias cores,51 cm com 3.150 de peso fiquei uns 4 dias no hospital.Aos 2 anos e meio fomos morar em New York nos Estados Unidos ficamos por lá quase 2 anos,no seu aniversário de 3 aninhos compramos um bolo lindo azul e, o pai trouxe um carrão que na epóca ele adorava Super maquina,nossa como ele ficou feliz,um filho amado querido que nunca me envergonhou,sempre fez o bem,foi uma criança adoravél,um adolescente tranquilo,hj um homen, fez um lindo casamento,uma menina adoravél de família impecavél.Agradeço a Deus por colocar está criatura linda e tão especial em minha vida.Te amo meu filho♥

Paoluxaaaaa

Minha Filha!!!

Engravidei da minha princesinha em New York,fevereiro de 1988, enjoei,não queria saber de comer,então comprava dúzias e mais dúzias de limões,colocava em uma bacia pegava sal,e chupava limão o dia todo,nossa hj me dá até arrepios!!!,qdo eu saía com o Tommazinho para as compras eu,passava mal,era epóca de verão um calor insuportavél e,meu lindinho me pegava pelos braços e, me fazia entrar em alguma loja,pq ele sabia q tinha ar condicionado,que lindinho só tinha 3 aninhos e me foi um companheiro e tanto. No sexto Mês de gravidez achei melhor voltar para o Brasil,não tinha ninguém para ficar comigo,o pai dela trabalhava o dia todo,fiquei assustada de ficar lá com as duas crianças. Voltei para o Brasil em Agosto de 1988.Minha filha nasceu no dia 14/11/88 no hospital panamericano em uma quinta-feira,nasceu linda,loirinha de olhos azuis com a pele branquinha como se fosse uma porcelana,Aos 20 anos ela entrou na faculdade para cursar Direito,mas parou,espero que volte,está casada e feliz á sua maneira.Tbém agradeço a Deus por ter  a colocado em minha vida.Filha Te amo querida♥

Di................

Meu filho de nº3 !

Depois de quase 3 anos sem engravidar,já que o parto da minha filha foi uma benção,não senti uma só dor,aí quiz repetir a dose,fiquei com um insuportavél desejo de engravidar de novo,todo mes aquele xororô,qdo eu percebia que não estava gravida,ate que finalmente engravidei,fiquei hiper feliz,pedia a Deus outro menino,no 8ºmes de gravidez veio minha mãe,que por sinal sempre estava comigo nestas horas,dei maior trabalho porque queria que meu filhote ficasse mais e mais em minha barriga,ate que um dia foi inevitavél,começou as dores,aí deixei todos loucos,meu marido saiu com o carro feito doído e falava,desculpa ,mas meu filho vai nascer e,eu com contração cada vez pior.Chegamos ao hospital São Paulo e, fui para a sala de pré parto,mas nada do Diogo dar o ar da graça...Qdo fui para a sala de parto chutei a cara de todos q estavam lá,arranhei os braços da enfermeira,uma dor tamanha que achei que não iria suportar,mas depois de tanta força veio meu lindinho com 51cm 3.150 de peso nasceu ás 15:00hs do dia 15 no ano de 1992,ficou 3 diAS por conta da ictericia.Diogo meu filho querido hj com quase 2 metros de altura um garoto de 0uro.Amo vc meu querido!!!

Vini....



Meu filho de nº 4 !

Quando engravidei,não acreditava,estava com 35 anos,mas logo me acostumei  com a idéia,afinal o 4°filho,aí eu laqueio as trompas e chega!!!Minha gravidez foi um pouco conturbada pois fiquei com pressão alta e, tive que tomar remedio para seguir com a gravidez adiante,bastante repouso,só queria comer lanches,e cada lanche delicioso,Dei a luz no Hospital Menino Jesus em Guarulhos,onde fiz a laqueadura,0 Vinicius era um lindinho,um anjinho,foi um bebe lindo lindo,onde todos paravam para olhar,hj com 13 anos mais alto que eu,super inteligente dedicado aos estudos,um orgulho para nós e, ate hj é considerado nosso Bebe...Filho te Amo0 meu querido!